Água tratada e com regularidade. Esse será o novo cenário para cerca de 480 famílias que residem no Residencial Padre Humberto, zona Norte da capital. A Águas de Teresina iniciou esta semana a obra para implantação de aproximadamente 4km de rede para abastecimento de imóveis que ainda não contam com ligações padronizadas. Além de atender a essas famílias, a obra irá possibilitar ainda a distribuição de forma otimizada e sem desperdício de água tratada. O investimento é de mais de R$ 732 mil.

O auxiliar de serviços gerais, Pedro Pereira, 52 anos, fala sobre suas expectativas para a conclusão da obra. “O abastecimento vai melhorar 100%. Hoje a gente precisa armazenar água em baldes e garrafas. As instalações são mal organizadas, e a gente não tem um controle da quantidade que consome, o que infelizmente gera muito desperdício por conta de vazamentos. Agora vai ser diferente. Com a nova rede, teremos todos os dias água nas torneiras e com ligação padronizada”, destacou o morador que vive no local há quatro anos.


Outra morada que aguarda ansiosa pela conclusão da obra é Iris Regina. “Antes era ruim, principalmente porque a gente dependia dos outros. Tínhamos que ir até uma rua distante daqui pra encher os baldes. Quando passava algum veículo por cima dos canos, a instalação se rompia e ficávamos sem ter como fazer atividades do dia a dia. Já perdi oportunidades de emprego por conta disso”, relembra.

Obras para a implantação da rede regular de água, em áreas recém regularizadas pela Prefeitura, integram o planejamento para reduzir as perdas. Em pouco mais de dois anos de atuação, a concessionária já reduziu em 30% as perdas. O índice saiu de 64,1% para 44,9%. A Águas de Teresina segue, o modelo operacional padronizado da Aegea, cuja missão é alcançar índices diferenciados de perdas no sistema de distribuição.

Aproximadamente 5,5 mil famílias do Parque Vitória, Residencial Dilma Rousseff e Vila Leonel Brizola foram beneficiadas com a rede regular de água tradada. Somente com a regularização do Parque Vitória e Dilma Rousseff, a redução de perdas foi de 64%. Nessas localidades, os imóveis eram abastecidos pelas conhecidas gambiarras, ou seja, redes sem padrão técnico e, portanto, vulneráveis a vazamentos. O benefício não fica restrito às famílias que residem nessas áreas, mas para a população do entorno, uma vez que a distribuição passa a ser feita de forma otimizada e sem desperdício.

“Trabalhamos com propósito de levar saúde aos teresinenses através dos serviços de saneamento. Com o Residencial Padre Humberto, já são quatro comunidades recém regularizadas onde implantamos a rede de água. Poder levar mais dignidade aos teresinenses nos mantém firmes no propósito de tornar a capital referência em saneamento”, diz Pedro Alves, gerente de sustentabilidade da Águas de Teresina.